
Quem não se lembra daquela brincadeira clássica da infância, o telefone sem fio? Uma pessoa escolhe uma frase, fala no ouvido de outra pessoa, que transmite a mensagem para outra e assim sucessivamente, até chegar no último da fila.
A graça é verificar justamente como essa mensagem chega ao emissor final. Quanto mais pessoas brincam, mais distorcida se torna a frase. É uma brincadeira, mas que representa muito bem o que pode acontecer no nosso dia a dia.
A comunicação é um conjunto de ações: une a forma que falamos, o jeito que transmitimos o que queremos passar, a interpretação de alguém e a maneira como essa pessoa traduz o que estamos dizendo. Falando assim, até parece complexo, mas fazemos isso o tempo todo — e de forma tão natural — que nem percebemos.
Mas, assim como no telefone sem fio, nem sempre essa comunicação é efetiva. Seja por um entendimento errado ou por não saber transmitir a mensagem. Quando a comunicação é escrita e envolve o uso correto do português, pode abrir ainda mais margem para questões de interpretação.
Essa comunicação falha pode atrapalhar o convívio diário em casa, em eventos sociais e, certamente, no ambiente organizacional — desde o momento em que um currículo é submetido para apreciação até aquele e-mail enviado para o time ou para o cliente.
E não estamos falando que o português precisa ser rebuscado. Basta que seja correto para permitir o entendimento e o alinhamento entre as partes. O Dia da Língua Portuguesa e o Dia Nacional das Comunicações, em 5 de maio, vem para enaltecer a importância de uma comunicação efetiva, com uso correto do português. Para falar um pouco mais sobre o assunto, convidamos Grissa Viana, do Marketing da Wareline, para um bate papo sobre o tema que ela vivencia em seu dia a dia aqui na empresa. O resultado você confere a seguir.
Comunicação significa tornar comum, partilhar, associar, trocar opiniões e conferenciar. Tem o sentido de participação, interação, em troca de mensagens — seja com a emissão de informação, seja com o recebimento dela.
Durante a comunicação, a informação/mensagem deve e precisa ser interpretada e compreendida pelo receptor, que deve retornar com um feedback. Ou seja:

Alguém (emissor) comunica algo (informação/mensagem) a outra pessoa (receptor) por algum meio (canal) em algum ambiente (contexto). Para verificar a eficácia da comunicação, observa-se as reações (retorno/feedback)
Grissa diz que, para que essa comunicação seja assertiva, primeiro devemos avaliar o perfil da pessoa com quem estamos nos comunicando a fim de adaptar nosso modo de interação. “Se estou falando com alguém sobre algo técnico, devo usar uma linguagem técnica. Se estou em uma conversa informal, não preciso me comunicar formalmente”.
Como há vários tipos de comunicação e perfis, o ideal é que a comunicação seja adaptada para cada contexto. “Comunicação eficiente é igual a resultados eficazes. A forma como nos comunicamos pode gerar diversas reações no outro, seja positiva ou negativa. Então, se não formos assertivos em nossa comunicação durante a rotina corporativa, podemos impactar diretamente em nossos relacionamentos, no convívio do dia a dia e até ocasionar problemas futuros pela falta de entendimento, de esclarecimentos e/ou de objetividade. Alguns exemplos disso são não efetivar uma venda decisiva, dificuldade em negociar algo que é fundamental para o andamento do trabalho e falta de compreensão de informações em treinamentos, entre tantos outros.”, diz Grissa.
O uso da língua portuguesa também deve ser adaptado para cada contexto. Como a comunicação eficiente está diretamente ligada entre o entendimento da mensagem que é repassada entre emissor e receptor, o português correto pode influenciar no entendimento — entre equipe ou com cliente.
“Erros de português podem dar diferentes sentidos a uma frase, por exemplo. O uso da concordância verbal é imprescindível. Devemos levar em conta particularidades de comunicações orais e escritas e o uso da norma culta”, diz Grissa. Frases tão próximas como “eles chegarão pela manhã” (futuro) e “eles chegaram pela manhã” (passado), se usadas no tempo verbal incorreto, podem gerar confusão e impactos negativos.
O português correto ajuda a ampliar os horizontes, a conquistar melhores posições profissionalmente, a interpretar melhor as demandas e, assim, a ser mais assertivo nas entregas.
Para minimizar os erros, praticar bastante e não ter pressa são ações que costumam ajudar. “Sempre que possível, devemos repensar o que queremos dizer, revisar um conteúdo ou e-mail antes de enviar, e analisar qualquer informação ou mensagem antes de publicar”, reforça.
A Wareline incentiva seus colaboradores a se capacitar constantemente e a se aperfeiçoar para uma comunicação cada vez mais clara, objetiva e correta. Um dos valores da empresa é o ser especialista: a busca pela melhoria contínua, o comprometimento, o estar preparado para assumir novas responsabilidades e o manter-se atualizado e informado.
Por isso, a empresa criou o programa +Especialista, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento dos seus colaboradores por meio de capacitações, cursos, treinamentos, participação em eventos e palestras.
Se você se comunica de forma eficaz — ou quer aperfeiçoar isso em você —, venha para o time da Wareline. Temos vagas!